Além da dimensão jurídica das separações
conjugais,
deve-se
considerar também seu aspecto psicológico,
referente
a um conjunto de sentimentos, atitudes e comportamentos originados do conflito emocional entre as partes.
O
processo jurídico pode resolver as questões legais como sistema de visitas e guarda de filhos.
Já
o processo psicológico se inicia antes, com a crise conjugal do casal e nem sempre
se
encerra
com a resolução judicial.
"Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal" (Art. 3. Declaração Universal dos Direitos Humanos interpretada por Ton Marmel)
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As crianças são revitimadas por longas disputas
judiciais, ameaças e conflitos. O divórcio representa um fator de risco para os filhos quando se afastam definitivamente de um dos pais, agravando a sensação de abandono e
possibilitando
o
surgimento de desajustes emocionais.
As discordâncias entre o casal representam aprendizado importante, pois os conflitos podem interferir .de modo positivo no desenvolvimento psicológico das crianças, quando observam que os pais podem discordar e encontrar maneiras adequadas de resolver dificuldades.
O
limite
entre o sadio e o disfuncional dos
conflitos
familiares
determina-se pela frequência em que ocorrem, a intensidade, o conteúdo que ocasiona
o conflito e a forma como são resolvidos.
As crianças manifestam seu sofrimento e sua
insatisfação de diferentes maneiras,
desde
um
comportamento regressivo, enurese noturna, alterações do sono, irritação,
tristeza,
isolamento,
até
problemas escolares e de relacionamento com
pares e professores.
"Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. (Artigo 5º. Declaração Universal dos Direitos Humanos interpretada por Ton MarMel).
Nos casos em que o ambiente doméstico se
encontra
em total desequilíbrio e com conflitos graves, os
filhos
podem beneficiar-se com a separação
ou afastamento dos pais, podendo, daí, estabelecer uma identificação
mais saudável com outras pessoas, adotando novos
modelos de conduta.
A decisão do juiz levará em conta todos os
fatos
contidos no processo, incluindo avaliação Psicológica, perícias e laudos
técnicos. A Psicologia visa também auxiliar os cônjuges e
familiares
a enfrentar os problemas decorrentes da separação, tendo
como foco primordial a preservação dos filhos.







