O AMOR EM SEGREDO DE JUSTIÇA - Essa foi de um advogado que se apaixonou por uma juíza da Comarca. Então ele peticionou em poesia:
“Eu, Advogado, bacharel em direito,
Conforme a lei em vigor,
Venho com todo o respeito
Requerer o seu amor.
Meu coração tem urgência
E não podendo esperar,
Peço que Vossa Excelência
Me conceda a liminar.
Caso eu a tenha ofendido
Com a inépcia do pedido,
Rogo pelo amor de Deus:
Se me faltou algum tato,
Prenda-me por desacato,
Mas prenda-me nos braços seus”.
Então, prontamente, a magistrada despachou à mão, numa folha sem timbre, posta dentro de um envelope de insinuante cor rosada, mandado entregar no escritório do advogado:
Em toda a minha carreira,
Como juíza de direito,
Nunca vi tanta besteira,
Nem tamanho desrespeito.
Minha conduta moral
É lei que não se revoga
Nem com sustentação oral
Debaixo da minha toga.
Por isso, ilustre advogado,
Seu pedido tresloucado
Indefiro nesta liça.
Mas, depois, com a noite em curso,
Fora do expediente,
Eu aguardo o seu recurso.
E que se faça presente,
...
... Mas em segredo de justiça”.
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